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11 outubro 2017

Entrevista com a autora: Becky Chambers ( A LONGA VIAGEM A UM PEQUENO PLANETA HOSTIL)



Becky Chambers segue os passos do pioneiro Ursula K. Le Guin (A Mão Esquerda Na Escuridão e Despossuídos), e inclusive presta homenagem à inventora do ansible, um dispositivo de comunicação interplanetária, em sua obra. A visão feminina e acurada de autoras como Becky e Ursula permite desconstruir velhos clichês e quem sai ganhando são os amantes da literatura sci-fi — de todos os gêneros e espécies. Milhares de leitores em todo o mundo já embarcaram nas páginas desta que é A Longa Viagem a Um Pequeno Planeta Hostil.

Uma das coisas mais visíveis é o escopo da história. Você não se limitou a apenas algumas raças alienígenas ou planetas ou tecnologias, é um mundo cheio de novos conceitos para o leitor explorar. Isso era algo importante para você, concentrar o foco no mundo rico?

​BC: Sim, muito. Nosso próprio planeta tem tantas culturas diversas e diferentes sociedades e idéias diferentes flutuando. Sou muito de opinião que a galáxia em geral, se houvesse outras civilizações por aí, seria igualmente diversificada. Eu queria tornar a experiência tão rica quanto possível. Eu não queria que houvesse duas ou três outras pessoas saindo por aí, queria que fosse um lugar muito vibrante e completo para os personagens explorarem.


Rosemary é uma humana e mais novo membro da tripulação da Andarilha, e ela serve - na moda típica de ficção científica - como nosso ponto de entrada na história. Mas não ficamos só com este ponto de vista por muito tempo, e isso parece uma subversão de um clichê estabelecido. Por que você escolheu ter diferentes narradores?


BC: Eu acho que é mais interessante, honestamente. Se você apenas fica com um personagem, você só obtém seu ponto de vista, e a realidade é sempre subjetiva, sempre com base nos pontos de vista e experiências da pessoa que a examina. Embora eu tenha minhas idéias sobre como funciona a galáxia, eu queria ver isso através de muitas perspectivas diferentes. Eu acho que isso, com sorte, cria um lugar melhor para que o leitor tire suas próprias conclusões sobre o mundo em que esse livro está configurado, porque você está recebendo tantas idéias diferentes sobre isso, ao contrário de apenas uma pessoa dizendo "aqui é assim porque é assim que eu vejo isso ".

E até mesmo os humanos são muito menos unificados do que o esperado. Há o pacifismo extremo dos que abandonaram a Terra, e uma xenofobia das pessoas que ficaram. Eu sinto que não é algo que vemos na ficção científica com muita frequência. Muitas vezes, esta é uma perspectiva humana muito individualista e norte-americana, e diferente é o que a humanidade realmente é.

BC: Isso foi algo que eu tentei fazer também. Eu sou uma grande fã de óperas espaciais em todos os sabores e encarnações, mas a maioria das que tive acesso é de origem norte-americana ou britânica. Sempre me incomodou que mesmo saindo para o espaço o que vemos é a sociedade ocidental como paradigma dominante, e bem, não! Na realidade haveria muitas coisas diferentes. Nós também estamos falando no futuro que a sociedade ocidental como a conhecemos não é mais a mesma coisa, as pessoas são infinitamente mais definidas por que planeta ou navio eles cresceram, e não de que parte da Terra eles vieram. Isso fez sentido para mim, que se estamos falando de algo de centenas de anos no futuro, você não verá as mesmas divisões sociais que temos agora. Seria totalmente diferente.


​Outra coisa interessante foi a inclusão do romance queer de forma muito casual e normalizada. E, infelizmente, isso também ainda é novidade no gênero (ficção-científica).


​BC: Era importante para mim. Sou gay, então é importante para mim escrever futuros em que me sinto bem-vinda. Sempre que alguém está escrevendo ficção científica, eles estão escrevendo o futuro que eles querem ver. Ou se eles não estão, o futuro que querem alertar as pessoas contra. Para mim, é assim que gostaria que o futuro se tornasse. Ter diferentes sexualidades ser um assunto muito discreto e comum era importante para mim incluir.


Cada parte da história, desde o desejo de Lovey [a Inteligência Artificial da nave] por um corpo feminino até a espiritualidade de Ohan, pega um conceito estabelecido de ficção científica, como o android feminino ou o triunfo do progresso científico sobre a religião, e se afasta em uma direção inesperada. Parece que você se divertiu muito com esses clichês, usando-os para escrever algo muito novo e acolhedor.

BC: Eu me diverti muito brincando com essas coisas. Estou construindo a partir de uma vida inteira de Star Trek, Star Wars e Farscape. Estas são todas as coisas que me inspiraram a escrever ficção científica, em primeiro lugar, além da literatura, então entrei com uma cabeça cheia de clichês, perguntando "ok, o que posso ajustar, com o que posso brincar?" foi ótimo, muito divertido.

A história foi comparada a muitas histórias espaciais diferentes, como Firefly, mas uma das maiores diferenças foi que houve uma leveza para o livro. Essa era uma decisão consciente em termos de tom? Ou foi você se divertindo?


BC: Essa coisa de Firefly sempre me faz rir, porque eu não tinha assistido quando comecei a escrever o livro. Para mim, são histórias muito diferentes; É complicado porque estou julgando isso de um ponto de vista completamente não-objetivo. Eu acho que todos eles jantam juntos e a nave está meio caindo aos pedaços, mas além disso, na medida em que a leveza dele vai, era algo que eu fiz com muita intenção. Eu amo a ficção científica de todos os tipos e tons diferentes, mas há uma tendência definitiva hoje em dia para a ficção científica que é muito pesada, se não pessimista, no tom. É muito sombrio, e é compreensível. A narração de histórias sempre reflete os tempos em que vivemos, e estamos vivendo uma era em que estamos lidando com problemas em uma escala planetária. Estamos lidando com questões sociais desagradáveis ​​e feias, e é um momento assustador de muitas maneiras. Eu não acho que seja um acidente que muita ficção científica que estamos vendo tende a ser muito próxima do futuro, pós-apocalíptico ou muito sombrio. Temos medo do nosso futuro, temos medo do que acontecerá depois. Eu acho que é importante ter histórias que refletem o que estamos sentindo no momento, mas é igualmente importante ter histórias que nos dê algo para se ter esperança. Não vale a pena sobreviver se você não está apontando para algo melhor. Foi isso que eu pretendia fazer com este livro. Ele trata de algumas coisas difíceis e há referências a uma história da Terra passada que foi desafiadora, mas a atual linha de tempo é muito "mas nós conseguimos isso, e é por isso que toda essa luta valeu a pena." Eu queria que fosse um livro em que o leitor se sentiu confortável, gostou de estar dentro. Um livro que não fosse como um soco no estômago, mas que fez você querer ser parte desse futuro.



Num assunto semelhante, outro aspecto interessante desta história é a forma alternativa de resolução de problemas. Um dos maiores conflitos da história é resolvido através da apresentação da documentação certa e reflete-se em uma conversa sobre os tipos de jogos desenvolvidos por cada espécie. Os jogos humanos são todos sobre conflito e competição, mas os seres humanos como um grupo, pelo menos na Andarilha, evoluíram claramente além desse ponto. Isso também é parte do seu - embora não seja bastante utópico, certamente acolhedor - futuro?


BC: Sim, as óperas espaciais também tendem a ter um toque militar. Mais uma vez, eu gosto de grandes espaçonaves e armas de laser, tanto quanto qualquer um, mas em termos do que nossa espécie poderia aspirar, não vejo o colonialismo e disputas por território como inevitáveis. Eu não acho que todos os problemas devem ser resolvidos com quem tem as maiores naves e as maiores armas. Às vezes, isso é eficaz, mas é um pouco mais interessante encontrar maneiras diferentes de falar sobre grandes conceitos sem recorrer a violência física.


É muito claro que os personagens estão lidando com esses grandes conceitos de ficção científica em todo o livro, mas estão lidando com isso em pequenos momentos, em suas interações uns com os outros como amigos e colegas de trabalho. É quase doméstico, e isso é renovador, como você disse, dada a cena atual do gênero.

BC: Eu gosto de colocar o leitor nesse contexto doméstico. Essa foi outra coisa importante para mim, que as óperas espaciais sempre se concentram em heróis. Eles se concentram em heróis militares ou em algum tipo de heróis sociopolíticos, seus heróis rebeldes, e eu amo isso, mas acho que isso também é um reflexo de como nossos programas espaciais do mundo real sempre foram. Não vemos espaço como algo de que todos possam fazer parte. Durante os primeiros dias da corrida espacial, você está falando sobre pilotos de teste, a elite militar. Agora estamos à procura de algo muito diferente em astronautas, mas é a elite intelectual. Com o advento do turismo espacial, agora é se você tem dinheiro suficiente. Se você estiver no percentual, você pode entrar no espaço. Nós tendemos a ver espaço como um algum lugar onde só o melhor de nós irá. Eu queria criar uma configuração em que o espaço fosse como um lugar para todos. Esta é uma história sobre as pessoas comuns que vivem dentro de uma sociedade intergaláctica, as pessoas que atravessam o espaço-porto por trás dos heróis, que normalmente não estão na vanguarda da história. Essa foi a minha principal força motriz ao escrever isso.






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07 outubro 2017

Resenha: Filha Das Trevas



Sobre o que é o livro? 


Ladislav Dragwlya, ou apenas Lada, nasceu filha de Vlad Dracul, o voivoda da Valáquia e irmão daquele que comandava o território. Como um homem que anseia pelo poder, Vlad almeja a posição do irmão e, claro, filhos homens para carregar seu legado. Com o nascimento de Lada, não há nenhuma satisfação na relação, mas um imenso desejo da menina de provar o seu valor ao pai.

"Somos aquela árvore, desafiamos a morte para crescer"

Para tal, ela vai tentar ao máximo possível se aproximar do que um garoto faria, diria ou aprenderia, mas isso pode não ser o suficiente. Em 1435, tudo o que uma jovem garota deve fazer é aprender a se portar como uma dama e preparar-se para o casamento e, mesmo que ela saiba manejar uma espada ou consiga ir de um lugar ao outro sem ser vista, o que os homens veem ao olhar pra ela, quando a enxergam, é apenas uma menina.

Com a sombra do irmão mais novo Radu e a vontade de trilhar seu caminho, Lada ficará cada vez mais forte e fechada em si, até que sua vida toma um rumo inesperado e ela terá que se adaptar a uma realidade onde ela é ainda menos do que antes, e onde precisará conquistar o seu espaço de uma forma diferente, com novo aliados. Em um jogo político de domínio, religião e traição, a lealdade a seus valores e sua inteligência podem ser tudo o que ela precisa pra conseguir o que quer.

Vale a pena?

Esse foi o livro que veio na mala do mês de agosto do turista literário. Eu nunca tinha ouvido falar dele e de cara a sinopse me encantou. Porém, a narrativa da história se baseia em fatos históricos... Licença poética de criação... Apresenta personagens e momentos importantes para a Valáquia, os Saxões e o Império Otomano.

Recriando em cima de Vlad, o Empalador e Mehmed, o Conquistador, Kiersten White muda o sexo do primeiro para nos presentear com Lada, e sua incrível jornada em se tornar alguém com renome em um mundo onde mulheres não tinham voz ou querer. Se passando nos anos 1400 e começando na infância dos personagens, época onde historicamente muito pouco foi documentado sobre em quem se baseiam, White também tem mais liberdade para dar solidez à trama ao criar os pilares das relações e da construção de cada um.

Infelizmente, a leitura não atendeu as minhas expectativas... Um dos motivos é que esse livro NÃO É DE FANTASIA! e isso não fica claro na sinopse. Esse livro é um reconto histórico sobre os filhos do Vlad da Transilvânia e o Império Otomano... Na minha opinião, misturar fatos históricos com licença poética nada mais é, que fazer um "samba do "crioulo doido" na história.  Outro ponto negativo, é a narrativa desse livro que é cansativa por ser muito lenta...



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25 setembro 2017

UNBOXING TURISTA LITERÁRIO - FILHA DAS TREVAS

O Turista Literário é um serviço de assinaturas que tem crescido bastante nos últimos tempos. As caixinhas promovem uma verdadeira imersão sensorial na historia e todos os meses o conteúdo é surpresa, a única certeza é de que o livro será um Young Adult recém lançado.
No site há a aba "dica do livro", onde eles dão pistas sobre o livro do mês. E para o mês de agosto a dica era que o livro traria uma temática feminista e a história se passaria num lugar jamais antes visitado pelo balãozinho do Turista Literário.

Livro: Filha das Trevas
Autora:Kiersten White/ Saga da Conquistadora # 1
Editora: Plataforma 21
Páginas: : 472

Sinopse: Lada Dragwlya e o irmão mais novo, Radu, foram arrancados de seu lar em Valáquia e abandonados pelo pai – o famigerado Vlad Dracul – para crescer na corte otomana. Desde então, Lada aprendeu que a chave para a sobrevivência é não seguir as regras. E, com uma espada invisível ameaçando os irmãos a cada passo, eles são obrigados a agir como peças de um jogo: a mesma linhagem que os torna nobres também os torna alvo.

Lada despreza os otomanos. Em silêncio, planeja o retorno a Valáquia para reclamar aquilo que é seu. Radu, por outro lado, quer apenas se sentir seguro, seja onde for. E quando eles conhecem Mehmed, o audacioso e solitário filho do sultão, Radu acredita ter encontrado uma amizade verdadeira – e Lada vislumbra alguém que, por fim, parece merecedor de sua devoção. Mas Mehmed é herdeiro do mesmo império contra o qual Lada jurou vingança – e que Radu tomou como lar. Juntos, Lada, Radu e Mehmed formam um tóxico e inebriante triângulo que tensiona ao limite os laços do amor e da lealdade.

Avaliação: ★★☆☆☆

O que veio na malinha do mês?



/colecionandoprimaveras


➡️ Item para estimular a visão 👀 Livro: FILHA DAS TREVAS
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➡️ Item para estimular o olfato👃PALÁCIO DO SULTÃO; INCENSOS: Acenda o incenso e sinta o aroma intenso do palácio do Sultão; MANDALA OTOMANA; INCENSÁRIO: A incrível arte e arquitetura Otomana podem ser vistas até hoje nas mesquitas da Turquia. O turista literario fez um incensário inspirado nessa estética e com elementos da história;
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➡️ Item para estimular a audição 🎧 Playlist no Spotify

➡️ Souvenir de viagem 💝CADERNINHO INTELIGENTE - este souvenir não vão sair da sua mochila ou bolsa! Além da linda arte da Pri Mizuh, inspirada na história, as páginas deste caderno entram e saem, vão na impressora e é possível adquirir refis e outros itens.
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➡️ Conteúdos extras 💏 Entrevista exclusiva com o autor e mais informações a playlist do mês e itens da malinha.





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13 setembro 2017

AS LEITURAS DE 2017 (ATÉ AGORA...)

ou TAG 50%

A metade do ano de 2017 ja se foi e eu achei maravilhoso o ano estar passando tão rápido. Estamos em setembro e ja estou atrasada para responder a TAG dos 50%que basicamente de trata de fazer um balanço dos livros lidos nesses últimos 6 meses. A TAG foi criada pela Chami do ReadLikeWildfire e traduzida pelo Victor do Geek Freak. No final do ano, eu escrevo a Retrospectiva Literária que tagarelo sobre as minhas leituras dos dois semestres.Mas está aí a TAG, e claro, aproveita e me conta como foram as sua leituras desse ano até agora 😊

1. O melhor livro que você leu até agora, em 2017. 

A Guerra Que Salvou a Minha Vida Kimberly Brubaker Bradley Essa história é maravilhosamente marcante! É a minha leitura preferida desse ano. Um ponto que me tocou bastante, é que em várias partes a autora deixa claro que os dois irmãos não sabem ler ou não sabem o nome de atividades simples do dia a dia, e era necessário um adulto e Susan se tornou aos poucos uma mãe ideal para aquelas crianças... Ada me arrancou lagrimas e risos durante a sua trajetória em vê-la perceber que é capaz de muitas coisas, algumas até que ela nem imaginava. Senti cada emoção junto com os personagens.

2. A melhor continuação que você leu até agora. 

A trilogia O Lar da Srta. Peregrine Para Criança Peculiares da Riggs, Ransom pode ser considerada a primeira trilogia que eu li Comecei a ler a segundo livro da trilogia no mês passado mais ainda não terminei.


3. Algum lançamento do primeiro semestre que você ainda não leu, mas quer muito. 

Tartarugas Até Lá Embaixo John Green. Depois de seis anos, milhões de livros vendidos, dois filmes de sucesso e uma legião de fãs apaixonados ao redor do mundo, John Green, autor do inesquecível A culpa é das estrelas, lança o mais pessoal de todos os seus romances.


4. O livro mais aguardado do segundo semestre. 

A LONGA VIAGEM A UM PEQUENO PLANETA HOSTIL da autora Carl Sagan e Star Treké o primeiro livro de ficção científica da linha DarkLove. Livros escritos por autoras com grandes histórias para contar, prontas para desbravar novos mundos.

5. O livro que mais te decepcionou esse ano. 

O livro Passarinho Crystal Chan foi lançado em 2014 e desde então eu fiquei com vontade de ler esse livro. Porém, quando enfim comprei esse livro em liquidação e ao folhear as 100 primeiras páginas a leitura empacou...  

6. O livro que mais te surpreendeu esse ano. 


O livro ECOS, Escrito pela autora Pam Muñoz Ryan, foi o livro que mais me surpreendeu nesse primeiro semestre de 2017. Esse é o terceiro livro da Darkside - coleção Darklove que leio. Diferente dos outros livros a autora quebra seu coração em pedacinhos três vezes e te deixa com um ponto de interrogação (?) até o final das três histórias a própria autora falou sobre a dificuldade de tecer ambas. Geralmente eu leio nas madrugadas e ficava aflita a cada final de capitulo. A autora consegue se redimir no ultimo capitulo tecendo um grande final para os personagens.

7. Novo autor favorito (que lançou seu primeiro livro nesse semestre, ou que você conheceu recentemente).

Clare Vanderpool é uma das autoras que eu conheci recentemente. Porém, já é a minha nova autora favorita.


8. A sua quedinha por personagem fictício mais recente. 


Eu tive um "quedinha" pelo personagem Early Auden, uma criança prodígio que decifra casas decimais do número Pi como se lesse uma odisseia. Mas, por trás de sua genialidade, há uma enorme dificuldade de se relacionar com o mundo e de lidar com seus sentimentos e com as pessoas ao seu redor.

9. Seu personagem favorito mais recente. 


A narrativa de A Guerra que Salvou a Minha Vida se passa durante a Segunda Guerra Mundial, onde os irmãos Ada e James vivem com a mãe em Londres. Nós conhecemos a protagonista da trama logo no início, quando somos apresentados a uma menina de dez anos que sofre agressões físicas e psicológicas de sua mãe porque ela tem ”pé torto”. Enquanto seu irmão James – ao qual ela é muito apegada e serve de motivação para que ela siga em frente – pode sair e descobrir o mundo brincando com as outras crianças, ela precisa ficar isolada em seu apartamento, pois sua mãe a considerada uma vergonha e acredita que ela não é merecedora de ser feliz pela deficiência que tem.

10. Um livro que te fez chorar nesse primeiro semestre. 


A Estrela Que Nunca Vai Se Apagar conta a história de Esther Grace Earl, diagnosticada com câncer da tireoide aos 12 anos. A obra é uma espécie de diário da jovem, com ilustrações, fotos de seu arquivo pessoal, textos publicados na internet, bate-papos com os inúmeros amigos que fez on-line e reproduções de cartas escritas em datas comemorativas como aniversários. Ester Grace foi a inspiração para o livro A culpa é das estrelas.

11. Um livro que te deixou feliz nesse primeiro semestre. 

Apenas 01 livro? No primeiro semestre de 2017 eu conheci os livros da editora Darkside da coleção Darklove e foi uma leitura que me deixou feliz e com o coração quentinho.


12. Melhor adaptação cinematográfica de um livro que você assistiu até agora

Eu estou com grandes expectativas para a adaptação cinematográfica do livro Extraordinário que será lançado ainda esse ano.

13. Sua resenha favorita desse primeiro semestre (escrita ou em vídeo).

A minha resenha favorita é do livro Em Algum lugar nas estrelas foi a minha primeira viagem sensorial com Blues e principalmente Bilie Holiday.


14. O livro mais bonito que você comprou ou ganhou esse ano.

O livro Ecos, da autora Pam Muñoz Ryan que veio na minha primeira malinha do Turista Literário (julho) que antes de finalmente ler eu fiquei admirando o livro.

15. Quais livros você precisa ou quer muito ler até o final do ano?

Eu preciso MUITO ler os livros que estão na parte da estante dos "livros ñ lidos" até o final do ano.


30 agosto 2017

RESENHA: ECOS - PAM MUÑOZ RYAN


ECOS,é um lançamento da DarkSide Books, é a primeira Editora do Brasil dedicada ao terror e à fantasia A editora criou uma coleção Darklove com histórias sobre a força feminina na literatura. Escrito pela autora Pam Muñoz Ryan, uma norte-americana com dezenas de premiações. Ecos por exemplo tem 8 premiações nas costas. Vencedor do Newbery Honor Award e primeiro lugar nos mais vendidos do New York Times, A autora escreve livros especialmente voltados para o público infanto-juvenil, mas suas histórias apaixona todas as gerações de leitores.

A Segunda Guerra Mundial, foi um dos grandes momentos da história da humanidade e tem servido de inspiração para autores de muitas gerações, e provavelmente continuarão sendo ao longo da história. Essa guerra durou seis anos, mas teve toda uma preparação até chegar ao estopim, e foi tão intenso, como se tivesse durado séculos: E sabe o que provoca essa inspiração? A intolerância humanitária e o grande número de pessoas mortas. O livro ECOS, se debruça sobre esse momento vergonhoso da humanidade. São histórias que facilmente poderiam ter acontecido na época da Segunda Guerra Mundial. Porém, ela coloca uma pitada de realismo mágico, pronto para nos fazer rir, torcer, chorar.


Ecos (Echo)
Autora: Pam Muñoz Ryan
Editora: Darkside Books
Ano: 2017
Classificação:⭐⭐⭐⭐⭐




“ Seu destino ainda não está selado. Até na mais sombria noite uma estrela brilhará, um sino soará, um caminho será revelado.

Tudo começa, 50 anos antes da segunda Guerra Mundial, Otto estava em uma floresta em algum lugar do mundo brincando de "Pira se esconde" (esconde-esconde), até que ele se perde na floresta e começa a ler um livro "A 13º Gaita de Otto Mensageiro" que comprara de uma cigana momentos antes. A história do livro é uma fábula, que discorre sobre três irmãs chamadas Eins, Zwei e Drei. Um, Dois e Três. Três princesas que foram abandonadas na floresta por seu pai, um rei que queria ter um filho homem que pudesse herdar o seu reino. As três princesas tinham uma relação intensa com a música, algo brilhante, único. Após a morte do rei, o irmão das princesas que agora era rei, decide ir encontrá-las. Entretanto, uma bruxa amaldiçoa as jovens garotas da seguinte maneira:
"Chegaram aqui por uma mensageira.Devem partir da mesma maneira.De forma humana não sairão.Seus espíritos como o vento soprarão.Salvem uma alma à beira da morteOu aqui definharão á própria sorte." (Prólogo)
Após ler sobre a maldição, o jovem Otto começa a perceber que está tarde e que ninguém consegue acha-lo. Ele triste com a possibilidade de não voltar para casa, começa a entrar em pânico. Porém, três jovens garotas, semelhantes a do livro se aproximam e começam a acalenta-lo e ao fim lhe entregam uma gaita. Ao longo dos anos, o instrumento chega à mão de novos donos: 

1. Friedrich, que nasceu com uma mancha no rosto de nascença vê o sonho de se tornar músico interrompido pela ascensão do nazismo;

2. Mike Flanery, um jovem pianista prodígio que vive num orfanato e luta para não ser separado do irmão caçula;

3. Ivy Maria Lopes, uma filha de imigrantes mexicanos que cuidam de uma casa de japoneses enviados a um campo de concentração dentro dos Estados Unidos, durante a Segunda Guerra Mundial. 


OUTUBRO DE 1933 - TROSSIGEN, BADEN-WÜRTTEMBERG - ALEMANHA 


A história avança, agora para a época da Alemanha Nazista. Hitler acabara de se tornar chanceler e o Nazismo começa a se estabelecer naquele país. Conhecemos a história do jovem Friederich, ele tinha uma pequena deficiência em seu rosto, o que acabou afastando-lhe dos estudos. Seu pai e tio trabalhavam em uma fábrica de Gaitas, e ele então começou a ir até lá. Os operários gostavam bastante dele, gostavam de ensina-lo, visto que ele não ia à escola. Um dia, ele circulando pela fábrica, encontra uma gaita diferente das outras. Foi amor á primeira vista. E toda vez que ele tocava com essa gaita, todos ao seu redor eram possuídos por uma chama de amor única. 

Porém, as coisas não estavam ficando boas na sua família. sua irmã mais velha entrou para a juventude Hitlerista e seu pai que achava que aquilo não casava com seus princípios e acabou sendo preso. Então, seu tio pensou num plano de fuga. Será que iria dar certo? 



JUNHO DE 1935 - CONDADO DA FILADÉLFIA, PENSILVÂNIA - ESTADOS UNIDOS 

A história segue para dois anos depois, agora nos Estados Unidos, onde muitos jovens iam parar em orfanatos, ou abrigos religiosos, entre eles, os irmãos Mike e Frankie, que depois de perder seus pais, sua vó os criou, ensinando-lhes música. Porém ela ficou muito velha e não tinha mais condições de cria-los, levando-os a um único abrigo da região que possuía um piano. Eles não queriam se separar, porém tudo estava congregando para que isso ocorresse, até porque a diretora do abrigo queria que o irmão mais velho trabalhasse e se o mais novo não fosse adotado, ia para um orfanato estadual, que era muito pior do que o lugar em que eles estavam. 

Mas parece que a sorte viria aos jovens, que acabaram sendo adotados. Como eles não tinham vestimentas, em um dos dias saíram para compra-las e pararam numa loja de música. Lá, Mike encontrou uma gaita única e diferente de tudo que tinha visto e levou-a pra casa. Toda vez que ele tocava, as almas das pessoas se remexiam de tanta beleza em cada nota entoada. Era única. Tudo para esses jovens pareciam estar bem, na verdade, quase tudo, visto que a pessoa que os adotou parece que não queria eles por lá. E agora?



DEZEMBRO DE 1942 - SUL DA CALIFÓRNIA - ESTADOS UNIDOS 


Agora a história avançou para dentro da Segunda Guerra Mundial, pouco depois do ataque dos japoneses a Pearl Habor. Muitas pessoas morreram, e o ódio pelos japoneses crescera entre os americanos, mesmo aqueles que lutavam junto com eles na Segunda Guerra Mundial. Com isso, muitos japoneses que possuíam terras nos Estados Unidos, ou eram obrigados a vender, ou entregavam a norte americanos e eram enviados a campos de concentração (Sim, nos Estados Unidos também haviam campos de concentração, apesar de ser de outra perspectiva). Nesse contexto, a família de Maria Lopez, imigrantes mexicanos, foi enviada para o sul dos Estados Unidos para cuidar das terras de uns japoneses que foram para o campo de concentração e o mais jovem da família oriental, foi enviado para ajudar na guerra. 

A proposta é que se a família cuidasse bem da terra, poderia ficar com uma parte dela. E assim conhecemos mais desses imigrantes mexicanos, e de Ivy Maria Lopez, uma garotinha que vivia no mundo da lua, mas que tinha um amor enorme pela música. Certo dia, ela encontrou uma gaita especial, antes de se mudar para o Sul da Califórnia. Quando ela tocava, os corações das pessoas ao seu redor se acalentavam. Inclusive o do seu irmão que também foi enviado para guerra. 

A vida dessa família parecia que tinha melhorado, apesar de que ela estudava em um anexo da escola principal da cidade, por ser imigrante, muito comum naquele período. Porém, isso não impedira dela tentar fazer parte da orquestra da escola que ficava no prédio principal. Ou seja, esse não era um grande problema para ela. Pior, era o fato deles cuidarem de uma terra de japoneses. Afinal, era comum eles chegarem e verem tudo revirado, com pichações que diziam "voltem para seus países japoneses". E por mais que eles tentassem, as pessoas depredavam aquele local. Então, eles tinham medo de que quando o dono daquela terra voltasse da guerra, não assinasse o documento e os expulsasse de lá, achando que eles não tinham cuidado direito. Ou ainda, eles tinham mais medo de que a população local, arranjasse um pretexto para tirar aquelas terras da mão dos japoneses (Se fosse descoberto alguma coisa que indicasse espionagem, isso acontecia). Será que aquela guerra iria trazer uma instabilidade eterna para os Lopez?

Personagens com dramas diferentes, mas um amor transformador pela música. Cada um à sua maneira, eles são afetados pela magia das três irmãs.


Antes de escrever sobre as minhas conclusões do livro Ecos quero escrever sobre a minha primeira experiência sensorial proposto pelo Turista Literário "uma experiência sensorial única que leva o leitor para uma viagem pelo universo literário onde um livro é ambientado".


➡️ Item para estimular a visão 👀 Livro: Ecos, de Pam Muñoz Ryan;⠀
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➡️ Item para estimular o olfato👃 e o tato 👋 Gaita mágica - cordão | O pessoal do Turista materializou uma versão da gaita que une todos os períodos da história para que possamos sempre levá-la e lembrar seu significado. Para estimular o olfato e o tato, o cordão está repousado em cima das cascas do tipo de árvore conífera que compõem a Floresta Negra;⠀
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➡️ Item para estimular o paladar 👅 Bolo de Tentativa | o item se remete à uma passagem do livro, onde a personagem conta que seu pai insistia que todos comessem bolo depois de grandes testes e antes do resultado, para comemorar a tentativa; Eu inclui um chá para tomar enquanto eu comia um bolinho.

➡️ Item para estimular a audição 🎧 Playlist no Spotify; A darkside foi a editora pioneira em criar uma playlist para cada livro com musicas que ajudam ambientar a história. Eu sempre gostei de ouvir musica enquanto estou lendo escolhia surf-music por ter uma melodia mais calma... Ouvir blues enquanto faço as minhas leituras é uma experiência única!

➡️ Souvenir de viagem 💝 Fones de ouvido (melhor item!); Para acompanhar toda a viagem onde a música move a vida dos personagens. No mês passado, o meu headphones estragou e estava usando o meu fone reserva (rosa escândalo).

➡️ Conteúdos extras 💏Entrevista exclusiva com o autor e mais informações a playlist do mês e itens da malinha.

Ao terminar cada história o coração fica apertadinho... Deixando o leitor com um ponto de interrogação (?) até o final das três histórias a própria autora falou sobre a dificuldade de tecer ambas. Geralmente eu leio nas madrugadas e ficava aflita a cada final de capitulo. chorei com os personagens: FriedrichMike Flanery e seu irmão caçula; e Ivy Maria Lopes. Pois histórias como essas ocorreram na vida real, que a segunda guerra foi capaz de dizimar famílias, levar crianças ao sofrimento dos campos de concentração, ficarem órfãs, não terem escolhas.

Porém, a autora  conseguiu integrar três coisas maravilhosas nesse livro: Música, História e Realismo Fantástico. A melodia  das musicas clássicas estiveram no decorrer da história de cada personagem do inicio ao fim.

A literatura nada mais é que  Histórias que tocam em nossas almas, apertam nossos corações e entregam ele renovado, revigorado. Pronto para as nossas jornadas da vida.  E isso a coleção Darklove sabe fazer "horrivelmente" bem.

E essa edição da Editora Darkside Books dá um toque especial. Com a capa fazendo referência a floresta onde as jovens estavam trancafiadas, quase como um convite para nós leitores entrarmos na história, além dessa coloração de laranja neon, especial para a edição, que é quase impossível de não notar esse livro em qualquer lugar. Sem contar a diagramação, páginas que separam os capítulos e a partitura de algumas músicas citadas no livro.


ECOS é o terceiro livro da coleção Darklove que leio. Diferente dos outros livros a autora quebra seu coração em pedacinhos três vezes e te deixa com um ponto de interrogação (?) até o final das três histórias a própria autora falou sobre a dificuldade de tecer ambas. Geralmente eu leio nas madrugadas e ficava aflita a cada final de capitulo. A autora consegue se redimir no ultimo capitulo tecendo um grande final para os personagens FriedrichMike Flanery e seu irmão caçula; e Ivy Maria Lopes. O resultado foi um final digno de um grande espetáculo de sons.

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14 agosto 2017

ENTREVISTA COM A AUTORA: Pam Muñoz Ryan


Em sua história épica Ecos, Pam Muñoz Ryan tece três histórias de jovens que vivem um período tumultuado no século 20: Friedrich Schmidt, de 12 anos, em 1933, Alemanha, quando o Partido Nazista ganha força; Mike Phannery, de 11 anos, órfão, em 1935, Filadélfia durante a Depressão; E Ivy Maria Lopez morando no sul da Califórnia em 1942 quando a Segunda Guerra Mundial toma conta. Suas histórias giram em torno de uma única harmônica Hohner Marine Band e são enquadradas por um conto de um menino perdido, três irmãs e uma maldição de bruxa.

Aqui Ryan discute as origens da história, como ela cresceu e as reviravoltas inesperadas que tomou.


Esta é uma grande mudança para você, não é? O que a levou à essas três histórias?

​PMR: É uma grande mudança. Eu não planejei assim no começo. Eu estava pesquisando o que eu pensava ser o meu próximo livro: um caso judicial pouco conhecido, Roberto Alvarez vs O Conselho de Curadores do Distrito Escolar Lemon Grove, a primeira decisão bem sucedida do tribunal de segregação escolar da nação.

​Como a temática de seu livro mudou de forma tão dramática?

PMR: Eu fui para Lemon Grove, no East San Diego County. Olhando através de anuários escolares, encontrei uma foto de uma aula; Metade dos alunos estavam com os pés descalços e cada criança estava segurando uma gaita. A bibliotecária havia frequentado a mesma escola, e seu irmão estava naquela foto. Então eu descobri a banda Philadelphia Harmônica Band, de Albert Hoxie, uma banda de 60 membros. Quando comecei a pesquisar esse grupo, notei que, nas fotografias, os membros da banda estavam todos segurando gaitas Hohner Marine Band.

Isso me levou ao caminho da harmônica Hohner. As situações [que eu estava explorando] levaram a uma menina que poderia ter tocado a harmônica [e o caso Lemon Grove inspirou muitas das circunstâncias de Ivy] e a outra criança - um menino - que poderia ter participado da banda de Hoxie, que tinha muitos órfãos nela [como meu personagem Mike]. Até que eu fui à fábrica de Hohner, e aprendi que eles tinham aprendizes infantis [como Friedrich]. O que eu pensava ser um pequeno conto, acabou sendo esse livro gigantesco.

​A Segunda Guerra Mundial definitivamente molda sua sombra sobre a vida dessas três crianças.

PMR: A princípio eu não queria escrever um livro que se passasse na guerra. Quando comecei a pesquisar a fábrica de harmônicas Hohner na Alemanha, naquele período eu tropecei com uma lei sobre crianças que tinham doenças hereditárias. Parte do que fez a história de Friedrich interessante é que não ouvimos sobre o que aconteceu com as pessoas que não pareciam "perfeitas", incluindo alemães. [Friedrich, o aprendiz da fábrica de gaitas tinha uma marca de nascença facial grande e de cor vinho].

​Como você fez para não se perder nas as três histórias, seus temas e as questões em cada uma?

​PMR: Com um quadro gigante de dois metros! Eu tinha que conseguir um para o meu escritório, para manter tudo em uma linha, registrando os meses do calendário e os temas que atravessam cada história. Um tema em todo o livro foi o armazenamento de [pessoas]; Mulheres no conto de fadas e na história de Friedrich, qualquer um que se opôs a Hitler e, claro, mais tarde, os judeus. Na história de Mike, são crianças [nos orfanatos], e na história de Ivy, japoneses americanos. Eu tive que manter esses temas recorrentes numa só linha, e lembrar de amarrar os tópicos enquanto eu movia cada história.

​Uma das citações mais bonitas na história de Friedrich é quando ele antecipa sua audição para o conservatório: "Como ele poderia querer algo e temê-lo tanto ao mesmo tempo?".

​PMR: A história de Friedrich é tanto sobre a desilusão dos sonhos. Em sua mente, ele pensou que ele poderia ter ido para o conservatório, mas ele ainda teria ficado lá em sua cidade. Sua maior preocupação foi a audição, mas há algo maior [Hitler] que põe em risco toda a sua existência.

Na história de Mike, [a mãe adotiva] é quem está completamente desiludida pelas circunstâncias de sua própria vida - há outro tema sutil sobre as mulheres sendo reprimidas. Muitas questões societárias [foram abordadas no livro], e eu tive que apresentá-las com naturalidade.

Há a maravilhosa citação na história de Mike, quando o menino passa pela loja de música que se conecta com a jornada da harmônica: "Não é maravilhoso! A música está apenas esperando para escapar de todos esses instrumentos ".

PMR: Essa era a ideia, tanto quanto meu livro The Dreamer, sobre Pablo Neruda. Sua premissa era que sua essência tangível viaja com suas ferramentas, com qualquer coisa que você usou com suas mãos. Adoro a ideia de que a harmônica carregou algo positivo e auto-afirmativo com ela de pessoa para pessoa ... essa sensação de bem-estar eufórico. Parecia tão bonito. Eu queria essa levar essa ideia através do livro.

​Conte-nos sobre o conto de fadas como uma forma de unir as três histórias.

PMR: Desde o momento em que os leitores conhecem o Otto, as três irmãs e a maldição da bruxa, queria que os leitores suspendessem a descrença. Ao combinar as três histórias dentro de um conto de fadas tradicional, eu estava dizendo aos leitores: "Venha comigo e acredite ... há coisas assustadoras e difíceis. O livro é uma floresta escura, mas chegaremos ao fim ... ".






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10 agosto 2017

#MLI2017 - Resultado das Leituras


Eu participei da Maratona Literária de Inverno (#MLI) pela primeira vez em 2015.

Os livros que escolhi para a minha TBR foram livros que eu pretendia ler, sem seguir nenhum tema proposto pela Maratona as minhas escolhas literárias eram livros estavam na parte dos livros não lidos há um tempinho... Naquela época, Seria um mês de LEITURA INTENSA! Porque eu estava de recesso da faculdade e o meu estágio terminaria em junho... Porém, escolhi acrescentar um mês no meu estágio de Psicologia (estagiei nas férias!).Resultado: Flopei!

Esse ano, Eu escolhi os livros para ler na Maratona de acordo com os desafios propostos pelo Victor do canal Geek Freak. Os níveis eram; fáceis, intermediários ou hardcore. O que eu escolhi foi o Nível Fácil. (Ler um livro com a capa azul: Passarinho - Crystal Chan, Ler um livro com menos de 200 páginas: A probabilidade Estatística do Amor e Ler um livro que você comprou pela capa: Tudo aquilo que nunca foi dito Marc Levy.

A grande diferença do ano anterior, foi o " sucesso " dos posts que eu falo dos livros que escolhi para a Maratona Literária de Inverno e a resenha do livro Em Algum Lugar nas Estrelas que foi um "esquenta" para a MLI.
Eu li até a página 100 do livro A probabilidade Estatística do Amor a leitura foi se arrastando e acabou empacando e não consegui conciliar essa leitura chata com o dia-a-dia e antes de ter uma ressaca literária resolvi então, abandonar a leitura... E ler outros livros que não estavam na minha TBR.


Ler um livro com menos de 200 páginas: A probabilidade Estatística do Amor 
Em uma dessas saídas encontrei o livro versão chuchu com capadura do livro O Pequeno Príncipe da editora Agir e é uma das leituras que eu mais gosto de re-ler quando tenho alguma oportunidade.


Comprei a trilogia “O Lar da srta. Peregrine para crianças peculiares”. E já li o primeiro livro da trilogia e pretendo resenha-lo contando as minhas impressões dessa história fantantica!


O livro do mês de Julho do Turista Literário foi o livro ECOS, da premiada escritora norte-americana Pam Muñoz Ryan pela editora Darkside, é uma fábula como há muito não se via – ou se ouvia. 


“Um conto de fadas dark, que resgata o melhor da tradição dos irmãos Grimm, combinado com delicados momentos do século XX, como as duas grandes guerras e a Depressão econômica que assolou os Estados Unidos nos anos 1930. O resultado é uma fantasia histórica repleta de perigos e beleza, emoldurada pelo poder da música.„

Alguém aí participou da maratona? Como foi? 
A idéia dessas maratonas é ler mais livros do que você é acostumado a ler. Acredito que não flopei pois, li outros livros... Pretendo ler os livros que inclui na minha TBR em outro momento, como fiz nas maratonas passadas. 

Foi muito gratificante participar da Maratona Literária de Inverno de 2017 e pricipalmente por recerber tanto carinho e incentivo por meios dos comentários de vocês e eu já vou ficar esperando a maratona de verão!


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