30 de dezembro de 2017

O ano e o ano que vem


Acho que foi em 2016 que tudo começou. De repente, da noite pro dia, só se falava em 2018. "E 2018, hein? O que é que vai rolar?" A coisa, claro, foi piorando ao longo de 2017. "E 2018, hein? Vocês tão pensando no que eu to pensando?" Hoje, já não se fala sobre o tempo quando falta assunto. No primeiro silêncio constrangedor, alguém vai perguntar. "Mas e 2018, hein? Qual o chute?"

Todo o mundo tem uma teoria. Alguns apostam que Lula ganha, outros que ele vai ser preso, e tem os que acham que ele vai ganhar e depois ser preso, ou ser preso e ganhar de dentro da prisão. Tem os apocalípticos: se ele ganha o país entra em colapso, mas se ele vai preso o país também entra em colapso. O colapso parece inevitável. As razões prováveis tem dividido os especialistas.

Independente do diagnóstico, todo o mundo concorda que o ano já começou -a não ser aqueles que acreditam que o ano não vai começar. "To achando que não vai ter 2018", vaticinam os mais pessimistas. Entre eles tem os que já estão procurando na árvore genealógica algum tataravô gringo pra dar entrada num passaporte.

Cada ano tem sua sina, como mostram os livros e filmes que tem ano no título. Se 1968 foi o ano que não terminou, 1969 foi o ano que mudou nossas vidas, 1970 foi o ano em que meus pais saíram de férias e 1974 foi o ano que começou em Abril, 2017 tem a sina mais estranha de todos os anos. 2017 é o ano em que só se falou do ano seguinte.

A gente podia se distrair com o futebol, mas a Copa é só no ano que vem. A gente só vai descobrir em 2018 se o 7 a 1 foi um lapso passageiro da nossa história gloriosa ou se a goleada marcou o início de uma nova era de vexames da seleção canarinho. Alguma coisa se quebrou ali, resta saber se foi pra sempre.

Se 2015 foi uma grande ressaca, 2017, coitado, tá sendo uma grande véspera. Mas não é tipo véspera de Natal quando você é criança e você quer que chegue logo pra ganhar presente e comer rabanada e encontrar a família. É véspera de Natal só que você é adulto e você tem que comprar presente e produzir a rabanada e... encontrar a família.

2017, coitado, talvez fique conhecido como "o ano em que só se falou do ano seguinte mas não porque todo o mundo queria que chegasse logo mas porque tudo indicava que seria terrível". Que ano estranho.

Chega de falar de 2017. E 2018, hein? O que vocês tão achando?

29 de dezembro de 2017

Retrospectiiva 2017: Filmes&séries do ano



Ano passado, a minha retrospectiva foi a amiga aqui tagarelando bastante sobre os livros, filmes, séries e músicas que eu ouvi durante o ano. Funcionou tanto que eu gostaria de tagarelar mais sobre esse ano de 2017.

Desde a primeira vez que vi o filme "A Filha do Pastor" no catalogo da Netflix fiquei encantada com a sinopse: A filha de um pastor decide trocar sua vida de cantora de coral de igreja pelo sonho de se tornar uma estrela no mundo musical, mas esse caminho lhe reserva bastante surpresas. Esse filme é a releitura com um pouco mais de violência da fabula da bíblia "o filho pródigo". O enredo e a trilha sonora desse filme são impecáveis.


Qualquer gato vira lata 2: Tati (Cléo Pires) e Conrado (Malvino Salvador), que terminam juntos o primeiro filme, viajam a Cancún, onde ele participa de uma conferência para o lançamento de seu livro. Lá, ela aproveita a ocasião para pedi-lo em casamento, com transmissão via internet para todos os amigos no Brasil. Esse filme é maravilhoso! é uma mistura de drama/comédia na medida certa e é cinema nacional né? Devemos valorizar...



Depois que eu terminei a maratona de Gossip Girl eu gosto de ver os filmes que os atores da série participaram. O que me fez assistir A garota do Chalé foi o ator Ed Westwick (Chuck Bass - gossip girl) que faz um personagem muito querido diferente da série e por estar disponível no Netflix.


O enredo do filme A garota do Chalé já é contado "nos créditos iniciais" que faz o telespectador ficar um pouco confuso com a história que esta sendo contada. A trama começa com a A Kim (Felicity Jones – A Teoria de Tudo) trabalhando em uma lanchonete uma ex- campeã de skate que perder a mãe se sente culpada e desiste de tudo,ajuda seu pai, mas o dinheiro que ganha na lanchonete é pouco. (resenha) 
Avaliação: ★★★★☆


Em contraste com isso, a personagem Luna (Bruna Linzmeyer) parece ter saído de uma produção do diretor Wes Anderson. Olhos grandes, visual “comportadinho”, com sonhos de viver entre as estrelas espaciais e de cinema (em contraponto com a irmã mais velha a personagem de Bruna Arantes que se arruma bastante e participa de concursos de beleza). Em uma das falas do filme, A Luna (Bruna Linzmeyer) diz que enquanto a irmã estava viajando foi como o tempo tivesse parado... isso explica a infantilidade dos seus primeiros monólogos no inicio do filme. A irmã mais velha tinha um papel tão importante para Luna quanto da figura paterna para o personagem principal Tony Terranova. (resenha)Avaliação:★★★★  

Até o ano de 2015, eu era aquela guria que na rodinha dos amigos eu chingava MUITO quando o assunto era série  e o ultimo lançamento da Netflix ... No ano passado, eu resolvi assinar mensalmente a  Netflix para ver somente filmes cof,cof...  Eu comecei a maratona das 7 temporadas de Gilmore Girls (foram dois meses intensos!). Lembro de assistir Gilmore Girls quando era adolescente, no canal Warner Channel (canal a cabo), eu cheguei a ver alguns episódios aleatórios na época e algumas reprises da série em horários alternativos no mesmo canal.

E foi na mesma época, que eu descobri a minha dificuldade em assistir séries (indisciplina & ansiedade...). Quando terminei a 1° temporada fiquei em estase! 1)por ser a 1° temporada completa que eu assistia de alguma série; 2) Terminei a 1° temporada de Gilmore Girls com a certeza que aquela era a série da minha vida! A cada episódio, eu me identificava mais com as histórias e com os diálogos rápidos e inteligentes. Terminei de assistir os últimos episódios da 7° temporada e ainda fiquei "saboreando" cada episódio...

Logo em seguida eu comecei a assistir a série OC - Um estranho no paraíso um pouco mais devagar... Porém, curtindo a série que relata a história de um grupo de adolescentes e das suas famílias que vivem em Newport Beach, do Condado Orange (Orange County, daí o O.C.), localizado na Califórnia. É uma série que tenta aliar comédia e drama com uma trilha sonora juvenil, sem ter nomes sonantes da música comercial mas sendo, ao mesmo tempo, muito atual. Terminei a séri no inicio do ano de 2017


O primeiro episódio já nos deixa completamente fascinados pela expectativa do que Ryan ia provocar naquela sociedade tão “perfeitinha”. Os preconceitos acerca de todos os personagens foram sendo discutidos e superados, passo a passo. Todos, absolutamente todos os personagens, não sabiam nada uns sobre os outros. Até a chegada de Ryan, Sandy achava que nenhum membro do clã Newport Beach valia a pena de se ter uma conversa. O terremoto que o garoto provocou quando chegou, aproximou Sandy de Jimmy. Antes de Atwood, Kirsten não sabia nada sobre o filho, nada sobre a própria capacidade de superar sua origem cristalizada. Essa flexibilidade lhe permitiu se aproximar de Julie. Marissa e Summer nem mesmo eram amigas de verdade, porque foi só com a chegada de Ryan que elas precisaram fortalecer esses laços.


A série How I Met Your Mother é conhecido por sua estrutura única e humor excêntrico, recebeu críticas positivas na maior parte de suas nove temporadas e ganhou status cult ao longo dos anos, com milhões de fãs. O seriado foi indicado para 24 prêmios Emmy. 


Eu realmente não lembro exatamente quando comecei assistir a série How I Met Your Mother . Porém, foi de uma maneira extremamente despretensiosa... a primeira ameaça que a série poderia sair do catálogo da Netflix eu estava na 3° temporada. Não "maratonar" proporcionou deliciar-me em cada episódio. 

É um seriado de comédia com sintuações da vida real. Esse foi um dos motivos do HIMYM ser a minha série de comédia preferida! No decorrer dos episódios aprendemos muito com os conselhos do Ted do futuro, a relação do Marshall e da Lily (como não amar?), As sintuações Legendárias que o Barney passava com os amigos e até o beijo de Barney e Robin me fez torcer até o final para que o casal enfim se acertasse.


Pensando nisso, o site IGN escolheu 19 conselhos que recebemos sobre a vida com Ted Mosby, Lily Aldrin, Marshall Eriksen, Robin Scherbatsky e, claro, nosso lendário Barney Stinson.19 LIÇÕES DE VIDA QUE APRENDEMOS COM HOW I MET YOUR MOTHER.

O seriado Gossip Girls é baseada na série literária homônima da escritora Cecily von Ziegesar, não representa originalidade bruta, mas representa originalidade derivada. Apoiando-se numa premissa básica de organização social. O autor Josh Schwartz e Stephanie Savage (dos mesmos criadores de OC- um estranho no paraíso), continuam apostando alto para marcar o seu nome história como ícone pop e como referência cultural.


O cenário é o cotidiano, mostrando os personagens o seu núcleo social vivendo a sua rotina. Toda ficção começa com a chegada de alguém... 

Nesse caso, O retorno.


A primeira temporada foca no retorno de Serena ao Upper East Side, no mistério sobre o que a fizera partir e por que está tentando mudar de garota rebelde para uma boa garota. Os acontecimentos e histórias de cada personagem são narrados em um site por uma blogueira anônima que atende pelo pseudônimo "Gossip Girl".


Assisti algumas séries atuais; 13 Reasons Why A série gira em torno de Clay Jensen, um estudante tímido do ensino médio que encontra na porta de sua casa uma caixa com 13 fitas cassete gravadas por Hannah Baker, uma colega que cometeu suicídio recentemente. Cada um dos lados das fitas relata um motivo – e uma pessoa – que motivou Hannah ao suicídio. E ainda abordando sobre o mesmo assunto, escrevi sobre o filme em formato de documentário que assisti ainda no ano passado A Girl Like Hear.

A Girl Like Her é um longa metragem americano em formato de documentário dirigido por Amy S. Weber. As estrelas de filme Lexi Ainsworth como Jessica Burns, um estudante de escola secundária bullied de 16 anos que tenta o suicídio. O filme foi originalmente intitulado "The Bully Chronicles", mas o título foi posteriormente alterado.


O filme começa com Jessica (Lexi Ainsworth) em seu quarto, chorando e andando. Ela caminha para seu banheiro e toma um punhado de comprimidos de seu armário de remédios. É revelado que a escola secundária em que ela estuda, ganhou uma chance para um documentário para ser uma escola pública que colocou como uma das dez melhores escolas em todo o país.


À medida que o filme avança e os alunos continuam a lidar com o que está acontecendo, a equipe da câmera conversa com o melhor amigo de Jessica, Brian (Jimmy Bennett). Brian convida a tripulação para sua casa. Ele diz à tripulação que o bullying tem acontecido por cerca de 6 meses e que eles começaram a filmar o bullying com uma câmera escondida disfarçada como um pino libélula, bem como com a câmera de Brian. Ele mostra-lhes imagens de Avery intimidando Jessica, confirmando o que outros tinham afirmado sobre a relação entre as duas meninas. Também nas filmagens estão as cenas de Jessica chorando e dizendo que ela não pode agüentar mais.


É uma série que conseguiu me prender do começo ao fim, pelo simples fato de querer saber o papel de cada personagem com o suicídio de Hannah e mais pelo fato da participação de Clay nisso. Você acaba se apegando de uma forma estranha a Hannah (pelo fato de Hanna estar morta) Talvez, você já sentiu na pele as coisas que a Hanna Backer passou e se imagina fazendo coisas boas para ela, para que ela se sentisse melhor... Talvez, na adolescência passamos por alguns momentos em que nós tornamos um dos 13 motivos para alguém.


Eu comecei a assistir a série Pretty Little Liars de uma maneira despretensiosa. O grande mistério da série se dá pelo suposta morte de Alison, a “abelha-rainha” de seu grupo de melhores amigas, que desapareceu misteriosamente, sem deixar rastros. As meninas Spencer Hastings, Aria Montgomery, Hanna Marin e Emily Fields, se encontram na Missa de 1 ano de desaparecimento de Alison. A partir desse dia, quando todas estão “juntas” novamente, as meninas começam a receber mensagens de “-A”, contendo coisas que apenas Alison sabia, o que as faz pensar que a ex-melhor amiga ainda estaria viva, além de várias ofensas às garotas. Mas não poderia ser Alison, poderia? Com o decorrer da série, são apresentados vários suspeitos. Quem quer que seja, ele(a) parece saber todos os segredos das meninas e está observando cada um de seus movimentos. As meninas são amigas novamente, e elas estarão uma com a outra quando os seus segredos vierem à tona.


June decide se mudar para Nova York para ir atrás da carreira de seus sonhos, em uma hipotecária, que já vem com um apartamento incluído. No entanto, ela tem pouca sorte e a companhia é fechada logo no seu primeiro dia, e o apartamento é retirado dela. June passa a morar com Chloe, que é um pouco vigarista e muito festeira. De início, elas não se dão bem. Mas quando as tentativas de Chloe de enganar June dão errado, elas acabam tornando-se amigas.


Comecei a assistir esta série depois de ficar orfã de How I Met Your Mother e depois por causa da atriz Krysten Ritter, que interpreta a Chloe, a série me conquistou no piloto.


A série é super divertida! É claro que o tema da série é bem clichê “a garota do interior que vai para cidade grande sozinha e encontra a garota má que passa a infernizar sua vida” mas eles conseguiram arrasar mesmo assim.

A série conta a história de June, uma jovem que vai para Nova York atrás da carreira dos seus sonhos, mas tudo começa a dar errado e ela passa a morar com Chloe, a vadia do apartamento 23. Chloe é uma golpista festeira, bela e sem pudor que vive aproveitando o brilho de celebridades, sendo totalmente o oposto de June que é meiga, batalhadora, estudiosa e tímida. Sem querer decepcionar seus pais June insiste e permanece no apartamento 23 conquistando a amizade de Chloe , Mark, Eli e James Van Der Beek.



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28 de dezembro de 2017

Retrospectiva de 2017: Novelas do ano



Ano passado, a minha retrospectiva foi a amiga aqui tagarelando bastante sobre os livros, filmes, séries e músicas que eu ouvi durante o ano. Funcionou tanto que eu gostaria de tagarelar mais sobre esse ano de 2017.
O primeiro semestre de 2017 continuou sendo meses estranhos... Com a programação do canal aberto do ano passado. O ano de 2016 foi um ano tão estranho que tive uma dificuldade extrema de elencar tudo que assisti ao longo daqueles 12 meses. Nesse ano, a Retrospectiva Teledramaturgica vai ser a amiga aqui,"escrevendo pelos cotovelos" tentando resgatar o que andei assistindo de bacana, incluindo novelas, séries e miniséries...


Sol nascente: Muito diferentes no jeito de ser e no modo de encarar a vida, Mário (Bruno Gagliasso) e Alice (Giovanna Antonelli) cresceram juntos, já que suas famílias sempre foram bem próximas. Uma amizade que começou há mais de cinquenta anos entre o japonês Kazuo Tanaka (Luis Melo), pai de criação de Alice, e os italianos Gaetano de Angeli (Francisco Cuoco) e Geppina (Aracy Balabanian), pais de Vittorio (Marcello Novaes) e avós de Mário, Milena (Giovanna Lancellotti), e Peppino (João Côrtes). Apesar das diferenças culturais, os dois clãs se ajudaram muito na chegada ao Brasil e ao longo da vida que estabeleceram na fictícia Arraial do Sol Nascente, sofisticada cidade turística cercada por praias paradisíacas.


O publico noveleiro espera que a novela atual seja tão boa quanto a novela anterior. Eta Mundo Bom!, tida como fenômeno para os padrões atuais. 

A novela sol nascente, estreou sob uma polêmica que gerou uma propaganda negativa para a novela: a escolha do ator Luís Mello para interpretar o japonês Tanaka fez com que a produção fosse acusada de yellow-facing (uma correlação do black-facing, em que atores brancos se pintam para viver personagens negros). No caso, um ator branco (mestiço na realidade, já que Luís Mello ascende de indígenas) que se caracteriza de asiático. Pegou mal e a novela teve que justificar várias vezes no texto que Tanaka era filho de um japonês com uma americana. A novela, patinou em uma trama mal alinhavada e preguiçosa, num texto piegas. Na ausência de um fio condutor consistente, a trama reuniu, sem a menor cerimônia e sutileza, um amontoado de estereótipos humanos em clichês novelísticas: a família italiana, a família japonesa, motoqueiros tatuados e um núcleo de pescadores caiçaras em personagens pouco atraentes, fomos obrigados ao longo da trama achar que a Giovanna Antonelli e Bruno Gagliasso seriam um par romântico... 

Finalmente, a partir de janeiro de 2017, ficou claro para o público do que se tratava a história: uma vingança de Dona Sinhá contra Tanaka. As tramas paralelas também ganharam força, o que ajudou a encorpar a novela. E a audiência subiu. Faltando pouco mais de dois meses para acabar, Sol Nascente disse a que veio. Mas tudo isso ao custo de um amontoado de clichês. 

Rock Story: Gui Santiago (Vladimir Brichta) e Diana (Alinne Moraes) vivem uma relação bem conturbada, com muitas brigas, mas também com muito amor. Ele é um roqueiro de personalidade forte; ela é uma mulher controladora e que faz de tudo para conquistar o que quer. 


A diretora artística da Som Discos, a gravadora de sua família, ama o marido, mas está cansada de suas atitudes inconsequentes e acredita que Chiara (Lara Cariello), filha do casal, pode ser influenciada pelo pai. A gota d’água para Diana é o barraco que Gui faz quando invade o show de Léo Régis (Rafael Vitti), o ídolo da música romântica, e bate no rapaz. Chiara, que é fã do cantor, fica chocada com a atitude do pai e deixa a mãe bem preocupada. O roqueiro tenta se explicar, garantindo que Léo roubou a música ‘Sonha Comigo’, que ele tinha feito para a esposa. Mas Diana não acredita na história e, junto com a filha, vai morar na casa do pai, Gordo (Herson Capri), o dono da Som Discos, abandonando de vez o marido.


Rock Story não inovou nada, tampouco reinventou a roda, nem foi a primeira novela musical – é a prima mais próxima de Cheias de Charme (2012). Pelo contrário, como toda e qualquer novela, apropriou-se amplamente dos esgarçados clichês do folhetim. Só que a forma original com a qual eles foram trabalhados fizeram soar como novidade. A originalidade nessa abordagem esteve no protagonista Gui Santiago (Vladimir Brichta), roqueiro decadente, briguento, ansioso e errado. A novela começou quebrando o maniqueísmo dos mocinhos virtuosos. Ao longo da trama, Gui cresceu com sua banda e cresceu internamente, o que o fez controlar o seu lado negro, inerente a todo ser humano.



A boyband 4.4 tinha em seu repertório canções que marcaram as últimas décadas, num arranjo atualizado. Sucessos de Cazuza, Barão Vermelho, Legião Urbana, entre outros, compunham o setlist da banda. A seleção dos jovens atores-cantores integrantes da 4.4 durou dois meses. Nicolas Prattes (Zac), João Vitor Silva (Tom), Maicon Rodrigues (JF), Danilo Mesquita (Nicolau) e Enzo Romani (Jailson) fizeram testes com a produção do elenco, além de tocar instrumentos e cantar.

Os recursos dramáticos usados pela autora oscilaram entre os originais (e até ousados) e os clichês batidos. Dois exemplos positivos. Os jovens casaizinhos românticos, alicerces de toda novela, demoraram para aparecer. O primeiro shipping (torcida por casal) só aconteceu lá pela metade da trama: Zac e Yasmin (Nicolas Prattes e Marina Moschen). Outro: a gêmea má – Lorena (Nathalia Dill) -, que geralmente carrega a história nas costas, era menos importante, tanto que não gerou empatia com o público e (desde a sinopse) morreu bem antes do final.

Enquanto telespectadora eu adorei o "universo musical" que rondava a todo o nucleo dos personagens da trama a cereja do bolo fo quando o Gui Santiago retornou a carreira cantando a musica "Paula e Bebeto" junto com o cantor Miltom Nascimento.


A lei do amor: Pedro (Chay Suede) é filho de um rico e ambicioso empresário do ramo da tecelagem, Fausto Leitão (Tarcísio Meira). Helô (Isabelle Drummond) é uma moça pobre que luta para sustentar a mãe Cândida (Denise Fraga), que sofre com uma doença terminal, e o pai, Jorge (Daniel Ribeiro), alcoólatra e desempregado. O acaso permite que os dois se cruzem, mas é o amor que surge entre eles que determina esta história... O rompimento acaba afastando Pedro da cidade e ele passa a viver sozinho em seu veleiro, fora do Brasil... Vinte anos depois, Pedro (Reynaldo Gianecchini) volta para sua cidade natal a pedido de seu pai. Fausto quer lhe revelar um grande segredo no dia de sua festa de aniversário. O que representa também uma oportunidade de rever Helô (Cláudia Abreu), que está casada com o poderoso empresário Tião Bezerra (José Mayer), com dois filhos e não tem ideia das armações que a separaram de seu grande amor.


O prêmio de "Manoel Carlos do ano" vai para Maria Adelaide Amaral. A novela A lei do amor prometia ser um “novelão tradicional”. Porém, acabou amargando o segundo pior Ibope da história das novelas das nove da Globo, com uma média final de 27 pontos na Grande São Paulo. O ator José Mayer, levou a sério demais o personagem machista e garanhão. Foi acusado de assédio pela camareira, e desde então está na geladeira da globo... A garota mimada com cancer que usava a doença para segurar o namorado, também é um personagem bastante batido na teledramaturgia... O tema da novela se mostrou pesado para o horario e eu não estava muito bem... Esse era o horário que eu chegava em casa e gostaria de ver algo mais leve na programação da TV. 

Carinha de anjo: A cidade de Doce Horizonte une de um lado os jovens antenados da era digital e empresários do centro urbano, e do outro os moradores de uma propriedade rural. Duas realidades que fazem parte do dia-a-dia de Dulce Maria (Lorena Queiroz), garotinha carismática e sapeca, carinhosamente chamada pela mãe de Carinha de Anjo. Ela é filha única de Gustavo Lários (Carlo Porto), bem-sucedido empresário da cafeicultura brasileira, e da mexicana Tereza (Lucero), mãe acolhedora de sábios conselhos e voz adorável, que faleceu num acidente quando Dulce Maria tinha apenas três anos. Traumatizado com a tragédia, Gustavo deixou a filha em um colégio interno católico rural e mudou-se para a Espanha. Durante dois anos, viveu isolado da família.


A história começa quando Gustavo resolve voltar para Doce Horizonte e mostrar que cometeu um erro ao se afastar da filha. Recuperado da depressão após a morte de Tereza, ele retorna determinado a reconstruir a vida ao lado de Dulce Maria. Mas ele não volta sozinho. Nicole (Dani Gondim), a nova namorada, esbanja beleza, porém nenhuma vocação para a maternidade. O que o empresário não sabe é que Nicole só está interessada no status e dinheiro que pode ter se casando com ele. 

A minha infância dos anos 90 teve muitas novelas Mexicanas/Argentinas para o publico infantil no canal do SBT. Quando começou surgir os primeiros remakes dessas novelas eu fiquei como uma pontinha de curiosidade e nostalgia em poder conferir a nova roupagem das novelas preferidas da minha infância. 


Adaptação da novela mexicana Carita de Ángel, produzida pela Televisa entre 2000 e 2001 e exibida no Brasil, pelo SBT, entre 2001 e 2002 – que, por sua vez, é uma adaptação do original argentino Papá Corazón, de Abel Santa Cruz, que ganhou uma versão brasileira pela TV Tupi, Papai Coração, em 1976, com Narjara Turetta como a menina protagonista.

As tramas da atual Carinha de Anjo e de Papai Coração são as mesmas: a menina (Narjara Turetta/Lorena Queiroz) que conversa com a mãe falecida (Arlete Montenegro/Lucero), cujo pai (Paulo Goulart/Carlo Porto) está de casamento marcado com outra mulher (Joana Fomm/Dani Gondin) mas se apaixona por uma noviça professora da garotinha (Selma Egrei/Bia Arantes).“Carinha de Anjo é uma novela doce, emocionante, divertida e musical. Crianças e adultos vão se divertir com as aventuras de Dulce Maria e se identificar com as novas famílias que integram essa versão da novela”, afirmou a adaptadora Leonor Corrêa sobre a primeira telenovela de sua carreira.



A força do querer: O advogado Caio (Rodrigo Lombardi) largou a possibilidade de administrar uma grande empresa no Brasil quando Bibi (Juliana Paes) terminou o relacionamento com ele. Sem olhar para trás, trocou o Rio de Janeiro pelos Estados Unidos. Passados quase quinze anos, ele entende que é momento de voltar e encarar o que deixou para trás. Um homem movido por ideais éticos, que, ao conseguir crescer e ter sucesso em um alto cargo ligado à Justiça, vive um grande conflito íntimo ao ver sua vida cruzar novamente com a de Bibi, que terá, então, enveredado pela vida do crime.



Sucesso de audiência e de crítica, A Força do Querer levantou a moral do horário nobre da Globo, alcançando audiências não vistas desde 2012, com Avenida Brasil. Mas não ficou imune às críticas, da interpretação de Fiuk – escalação infeliz de um ator sem estofo para um personagem tão importante – às acusações de apologia ao crime e glamurização da bandidagem – referência à trama da personagem Bibi Perigosa, de Juliana Paes.











A trajetória de Bibi é baseada na vida de Fabiana Escobar, que ficou conhecida como Bibi Perigosa, ex-mulher do traficante Saulo de Sá Silva – Saulo da Rocinha, o Rei do Pó -, preso desde 2008. Em 2014, ela publicou o livro “Perigosa” em que conta a sua história de amor e lealdade aos catorze anos em que passou casada com o criminoso. Fabiana Escobar apareceu no último capítulo da novela, no lançamento do livro escrito na trama por Bibi – na verdade o seu próprio livro.


A autora Glória Perez abordou a diversidade, de tolerância e das dificuldades de compreender e aceitar o que é diferente. E, através da saga de seus personagens, levantou discussões muito presentes no mundo contemporâneo, como a identidade de gênero.O mérito maior da novela foi a abordagem aos dramas dos transgêneros, através da personagem Ivana-Ivan (revelando a talentosa atriz Carol Duarte). Particularmente eu achei a Ivana-Ivan depois de assumir-se transexual mais inseguro do que quando estava descobrindo-se... Deixando o telespectador bastante confuso.

Glória foi sutil e extremamente feliz no seguimento da história, sem chocar o público e sem causar estardalhaço. Difundiu, explicou (foi didática na medida certa) e alertou sobre o preconceito, tendo o respaldo da direção e elenco. Como complemento e contraponto ao drama de Ivana, a figura de Nonato, que se assumia o travesti Elis Miranda, revelando o ator Silvero Pereira.












Alguns personagens foram perdendo a força no decorrer da trama... A atriz Bruna Linzmeyer por exemplo, começou com uma personagem forte Cibele uma mulher desconstruida que ao ser largada no seu próprio casamento foi a uma rave com o seu vestido de casamento gravando um video lacrador e amor próprio para virar a ex mulher estérica e abandonada que não deixava o ex noivo seguir a vida... No final, ela fez uma festa de casamento sem o noivo que não causou tanto quanto no inicio da trama.

Os dias eram assim: Rio de Janeiro, 1970. Renato Reis (Renato Góes) é um jovem médico, ético, idealista e apaixonado pelo trabalho. Salvar vidas é sua grande paixão. Ele conhece e se apaixona por Alice (Sophie Charlotte), garota rica, mas questionadora e libertária. O amor pela moça será mais forte do que a raiva que sente pelo pai dela, Arnaldo Sampaio Pereira (Antônio Calloni), um rico empreiteiro que financia um grupamento especial que persegue opositores da ditadura. Arnaldo está por trás da perseguição a Gustavo (Gabriel Leone), irmão de Renato, procurado por envolver-se na resistência à ditadura.


Os Dias Eram Assim foi a primeira novela a receber o nome de “supersérie”. O intuito foi diferenciar essas produções das novelas exibidas nos tradicionais horários das seis, sete e nove da noite. 

Nada de novo foi visto na "supersérie" a não ser uma trama batida, mal alinhavada, repleta de clichês e personagens maniqueístas.Curiosamente, apesar das falhas na trama e no texto, foi a novela das 23 horas com a média final de audiência (Ibope da Grande SP) mais alta desde que a faixa foi implantada, em 2011.


Os Dias Eram Assim foi originalmente concebida para ser uma novela das seis. Deslocada para um horário tardio, a trama ganhou uma abordagem mais condizente com a faixa e seu público. A supersérie abraçou temas polêmicos (a repressão do governo militar e os primeiros anos da AIDS) que, somados à roupagem bonita (fotografia, direção cinematográfica e trilha sonora de clássicos da MPB), serviram apenas para disfarçar uma trama central insuficiente para sustentar os cinco meses em que esteve no ar. Sobrou tempo e faltou originalidade. 


A bem da verdade, a história de Os Dias Eram Assim esgotou-se antes de sua metade, quando a mocinha Alice (Sophie Charlotte) descobriu que o amado Renato (Renato Góes) estava vivo. Até então, a novela seguiu com uma trama apoiada na abordagem política, com destaque para as cenas de tortura, bem dirigidas e interpretadas, envolvendo os personagens de Antônio Calloni, Marco Ricca, Gabriel Leone, Bárbara Reis e Mariana Lima. Com o avanço da história para o ano de 1984 e o fim do Regime Militar na trama, ficou o rame-rame do vilão enlouquecido Vitor (Daniel de Oliveira repetindo um tipo que já havia interpretado anteriormente) sedando a mocinha de Sophie Charlotte (três vezes!), enquanto o policial Amaral (Marco Ricca) tocava o terror com seus desafetos.
 

No inicio do ano de 2017, passamos por momentos politicos importantes... Essa teledramaturgia serviria como um documentário em formato de teledramaturgia. Porém, a a trama central cansou e restou a panfletagem política rasa em meio a imagens reais de arquivo que assassinaram a ordem cronológica dos fatos. A cronologia também foi abertamente ignorada na trilha sonora (tocou música de Legião Urbana nos anos 70 e de Chico Science nos 80, por exemplo).


Na segunda metade da trama, ganhou destaque a personagem Nanda (vivida por Júlia Dalávia), vítima da AIDS na época em que pouco se conhecia sobre a doença e o seu diagnóstico representava uma sentença de morte. Ainda que didática em várias ocasiões (como no discurso de Nanda para seus amigos sobre o perigo da nova doença), a abordagem emocionou e foi acertada – principalmente ao desassociar a AIDS dos homossexuais (primeiro grupo de risco reconhecido na época).


O título Os Dias Eram Assim é um verso da música Aos Nossos Filhos, o tema de abertura da supersérie, canção de Ivan Lins eternizada na voz de Elis Regina. A novidade é que a música na abertura é interpretada pelos protagonistas Sophie Charlotte, Renato Góes, Gabriel Leone, Daniel de Oliveira e Maria Casadevall. A ideia do diretor artístico, Carlos Araújo, foi apoiada pela parceria com os produtores musicais, Victor Pozas e Eduardo Queiroz.



Ps:As novelas: pega pega, tempo de amar e o outro lado do paraíso. Ainda estão no ar. Porém, irão entrar na retrospectiva de 2018.

  
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