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31 de dezembro de 2015

Retrospectiva 2015: Ja acabou Jéssica?!?!

Eu prometo economizar nos clichês... Pelo menos, nas primeiras linhas dessa Retrospectiva.

Passei o Reveiwon em casa com meus pais, minha vó e minha tia. Com direito a comilanças, churrasco e bebidas.... Teve espumante! Não tomei banho de espumante. Porém, os pensamentos positivos para os próximos 365 dias desse novo ano de 2015.

O ano de Dois mil e quinze, foi um ano de ensinamentos/aprendizados desde o primeiro dia. Com uma manhã nublada virando um belo dia de sol. Foi um ano cheio de expectativas, teve 10° Fase do curso de Psicologia (Grade cheia = aulas todos os dias!) e teve estágio na Pastoral do Imigrante deixando de ser um trabalho de pesquisa... O GETEP teve permanência por mais um semestre.

Conheci pessoas maravilhosas que me fez aderir ao projeto #1001 pessoas que conheci antes do fim do mundo escrevendo sobre essas pessoas pude "eternizar" a sua história eo previlégio de ter vivido esses momentos especiais com essas pessoas. 

No final do primeiro semestre desse ano. Eu apresentei o meu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Naqueles longos e intermináveis 30 minutos entre a minha apresentação #tremia e mais trinta minutos da pontuação dos avaliadores e o recebimento da nota. Em momento algum, pensei na nota...Queria passar TODO o meu conhecimento do projeto em si, e que toda a minha trajetória até ali não foi em vão teve crescimento em todas as etapas principalmente dos estágios (Básico e Específico). No dia seguinte, minha supervisora me mandou um e-mail, parabenizando-me pela apresentação e informando que a minha nota foi 9,5. Fiquei Feliz!


No ano de 2015, eu comprei poucos livros. Porém, li praticamente um livro por mês (15 livros). No final do ano passado, depois de escrever a minha primeira resenha literária e receber bastante elogios. Eu fui perdendo o receio que eu tinha no começo, ainda acho, que eu não sou a pessoa mais indicada para escrever um "resenha critica". Eu escrevo sobre as minhas impressões ao decorrer da leitura com um "olhar" de uma pessoa que gosta de ler.

No segundo semestre, eu acabei tendo aulas na faculdade duas vezes por semana e indo todas as terças-feiras no meu campo de estágio na Pastoral do Migrante fazendo um trabalho voluntário. 

Esse ano, teve musical e show da banda dos Acusticos e Valvulados na Célula (do ladinho de casa...) depois de 7 anos, com direito a: fotos, selfies e Diário de chalaça.


A vida (off-line) esteve devagar nesses últimos meses... Gosto quando a vida esta corrida, assim como foi o inicio do semestre... Sou acostumada a ter mais resultado a 100 km/por hora. Fiquei um pouco mal nesses últimos meses com uma deprê inexplicável! velocidade de uma tartaruga reumática dos acontecimentos, as coisas que me propus a fazer nesse semestre deram certo.

O pedido para 2016 continua sendo o mesmo “Vamos combinar uma coisa; surpreenda-me que eu te surpreendo.”.



2 de junho de 2015

#01 D. Rosa: E o peso da vida...

Livremente inspirado nesse blog genial aqui

Eu estava cansada, Eram mais ou menos 13:00 horas e eu já estava no estágio na Pastoral em um dia a típico (naquela semana, teve GETEP na faculdade me impossibilitando de ir na quarta-feira que é o meu dia de estar na Pastoral.). Não estava tão entediada... mas, confesso que queria que chegasse as 17:00 horas rapidinho para finalmente ir para casa.

As minhas Sextas-feiras costumam ser os dias mais calmos da semana. Não tenho aula, então posso acordar mais tarde do que o costume e almoço em casa. No estágio, geralmente é calmo também... Os "perregues" maiores costumam ser no inicio da semana, e quando digo perrengues é o que estamos acostumadas a fazer na Pastoral: documentação, procura de emprego ou de informações.

Sentei na mesa ao lado e comecei a folhear alguns textos da faculdade daquela semana. Percebi um certo tumulto lá fora, mas não me interessei de ir olhar para ver oque estava acontecendo realmente. Derrepente eu ouvi um grito outras vozes indecifráveis no primeiro momento:

_Pelo amor de Deus! ajudem essa senhora... Ela diz que vai se matar!!!

Eu tive a sensação de ter dado um pulo! De tão rápido que andei em direção a porta... E ouvi outra vez alguém falar "ela vai se matar!" e fui em direção ao portão de entrada para a Pastoral e encontrei uma senhora de 70 anos com aproximadamente 1,40cm com uma aparência sofrida 

Ela estava sentada no canteiro de tijolinhos a vista. Sentei ao seu lado, e comecei a lhe ouvir:

_ Não aguento mais. Hoje sai de casa com esse pensamento: "Vou pedir ajuda, se ninguém me ajudar eu me mato...".

Sem chance de perguntar nada no inicio acabou me deixou sem resposta... Só me veio um pensamento: 1) Preciso entrar com essa senhora na paróquia 2) Ligar para "algum lugar" que possa dar essa assistência.

_Senhora, vamos entrar e conversar um pouco... 

Olhei a menina que trabalha comigo na Pastoral e pedi para ligar para o SAMU... 
A minha sorte, é que tinha uma sala "disponível" que é dos padres da paróquia tinha duas poltronas e aquilo acabou transformando em uma "sala de atendimento" ideal.

_ Ok, vamos conversar... O que aconteceu com a senhora?

_Eu quero me matar! Para acabar com essa tristeza e esse aperto no meu coração... Quando eu estou em casa veem esses pensamentos ruins.

_A senhora mora com quem?

_ Moro sozinha. Não tenho marido, nem filhos... Ninguém!

NINGUÉM Essa palavra veio com um "peso" direto pro estômago e acabou transformando-se em eco "Ninguém, ninguém, ninguém...." . 

_ A senhora mora aonde? Conhece algum vizinho que mora próximo a sua casa?

_ Moro no "Morro da Fumaça", os meu vizinhos já tem o problemas deles e o assunto gira em torno de drogas são drogados ou traficantes e morro de medo dessas coisas. Essa minha mão, - ela teve AVC sua mão ficou fechada impossibilitando-a de abrir e um dos seus pés são tortos deixando ela andando manca- os policiais uma vez me abordaram achando que era drogas que eu tinha nas mãos quase morri de tanta dor... 

_ Nossa... 

Virou para um lado da parede que tinha um crucifixo grudado na parede _ E u se que isso é pensamento do "inimigo" Deus não aceita essas coisas... Mas, as vezes eu me sinto vontade de matar alguém e até me matar... 

_ Quero ir embora menina. Vocês, não poderão me ajudar mesmo... - e, foi saindo da sala. - Já na porta. Tentei fazer a senhora mudar de ideia dizendo que já tinham chamado o SAMU e eles já estavam a caminho.

A senhora retornou a sala em que estávamos e sentou em uma das poltronas. Ofereci uma xícara de café, para ganhar um pouco mais tempo até a chegada do SAMU... E conversar um pouco mais

Depois de 1:30min, o SAMU chegou. O enfermeiro fez os primeiros exames na senhora: mediu a pressão, verificou a temperatura... Conversamos mais um pouco, e logo depois a ambulância levou a senhora para o IPQ e logo depois para a Colônia Santana. Mas, antes disso me deu um abraço bem forte e agradeceu: 

_Obrigado.Pela conversa e pelo cafezinho...
© Lado Milla
Maira Gall