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8 de dezembro de 2017

Blogmas#8:M° Eduarda

Inspirado nesse site

Conheço a Mª Eduarda desde o dia que ela nasceu prematuramente no dia 8 de dezembro de 2000 e desde então, cultivo por ela uma admiração ENORME e, um orgulho tamanho do universo! E só por estar contando tudo isso aqui, me sinto uma pessoa muito sortuda. Por ter tido, esse privilégio de poder estar ao seu lado e de ter acompanhado e ainda estar acompanhando passo a passo do seu desenvolvimento.

Se eu fechar os meus olhos, ainda consigo ver a menininha com 3 anos correndo para o meu quarto para pegar o Piu-Piu duas vezes maior que ela e mesmo assim ia arrastando ele pela casa... Agora, essa menininha estará completando 15 anos no mês de dezembro desse ano. Parece que foi ontem… Que te ensinei que coca-cola era o melhor refrigerante HAHAHA

Eu vi essa garotinha falando as primeiras palavras… E inventando muitas delas. Um dia nós estávamos assistindo a novela que a menina tinha síndrome de down: 

_ Myla a moça bonita tem “silibibibade”

_ Silibi… O que?

Foi comigo, que ela aprendeu a usar gloss labial (com quatro anos...) nessa época eu comecei a trabalhar e tinha cartão da farmácia que descontava do meu salário. Metade dos descontos do meu salário era com besteirinhas de crianças e os gloss que ela tratava de me lambuzar todo final de semana mas, e eu sempre me diverti muito com a minha“…” ela não deixa falar o apelido fofo dela, enfim…

Foi para você que confidenciei o meu maior sonho. Que é trabalhar com crianças e algum dia ter o meu próprio consultório de psicologia infantil cheio de brinquedos... lembro que, tu ficavas entusiasmada com os meus devaneios, mas, eu estava te ensinando a voar ALTO pequena! E a não ter pressa de crescer...

Hoje em dia, quando vejo você "minha pequena" quase ordeno mentalmente para alguma força divina"Não vai crescer ninguém!" mas, você precisa criar asas, e além disso, você precisa sonhar (como um dia também eu sonhei...) precisa crescer para realizar tudo aquilo que você um dia sonhou e alcançar novos vôos... 

Minha "cúzinho" ops! vou apanhar... saiba que, sempre estarei aqui quando precisar de uma cúmplice para cometer loucuras (tatuagem e pirceing só depois dos 18!) brincadeirinha... Pensei em terminar essa carta dizendo o clichê "conta comigo!" mas, quero te segurar em meus braços como eu segurava aquela garotinha bolachuda de anos atrás, e ter a sensação mesmo que, por alguns segundos... de estar te protegendo desse mundão. Mas, ao mesmo tempo quero ver você voando cada vez mais ALTO e chegando cada vez mais longe e realizando os seus sonhos.



Ah, não deixe de me acompanhar nas Redes Sociais. 
Estarei comentando com vocês sobre o Blogmas2k17 (principalmente no Snap!!):
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13 de dezembro de 2016

Um cartão de Natal.

A Blogagem Especial de Final de Ano de hoje é um grande desafio!
Escrever um cartão e dar para uma pessoa... 

Enquanto eu estava "preparando" esse cartão de Natal eu lembrei das ultimos diais de aula do ensino fundamental que preparavamos cartões e lembrancinhas de Natal cheios de tintas, algodões e porpurinas ,,, Para darmos para os nossos pais.

Pensei em fazer algo mais virtual por aqui e entregar como em forma de postagem para todos os amigos leitores do LADO MILLA,

            


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26 de agosto de 2016

BEDA #26 Traduzindo-me


Não mexe comigo, que eu não ando só,
Eu não ando só, que eu não ando só.
Não mexe não! 

Eu tenho Zumbi, Besouro o chefe dos tupis,
Sou tupinambá, tenho os erês, caboclo boiadeiro,
Mãos de cura, morubichabas, cocares, Zarabatanas,curares, flechas e altares.
À velocidade da luz, o escuro da mata escura, o breu o silêncio a espera.
Eu tenho Jesus, Maria e José, e todos os pajés em minha companhia,
O Menino Deus brinca e dorme nos meus sonhos, o poeta me contou.

Não mexe comigo, que eu não ando só,
Eu não ando só, que eu não ando só.
Não mexe não! 

Não misturo, não me dobro.
A rainha do mar anda de mãos dadas comigo, 
Me ensina o baile das ondas e canta, canta, canta pra mim.
É do ouro de Oxum que é feita a armadura que cobre meu corpo,
Garante meu sangue, minha garganta.
O veneno do mal não acha passagem
E em meu coração Maria acende sua luz e me aponta o Caminho.
Me sumo no vento, cavalgo no raio de Iansã, giro o mundo, viro, reviro.
Tô no recôncavo, tô em Fez.
Voo entre as estrelas, brinco de ser uma, traço o cruzeiro do sul com a tocha da fogueira de João menino, rezo com as três Marias, vou além, me recolho no esplendor das nebulosas, descanso nos vales, montanhas, durmo na forja de Ogum, mergulho no calor da lava dos vulcões, corpo vivo de Xangô.

Não ando no breu, nem ando na treva
É por onde eu vou, que o santo me leva

Medo não me alcança.
No deserto me acho, faço cobra morder o rabo, escorpião virar pirilampo.
Meus pés recebem bálsamos, unguentos suaves das mãos de Maria
Irmã de Marta e Lázaro, no Oásis de Bethânia.
Pensou que eu ando só? Atente ao tempo. Não começa, não termina, é nunca é sempre.
É tempo de reparar na balança de nobre cobre que o rei equilibra, fulmina o injusto e deixa nua a Justiça.

Eu não provo do teu fel, não piso no teu chão,
E pra onde você for, não leva o meu nome não
E pra onde você for, não leva o meu nome não 

Onde vai valente?
Você secou, seus olhos insones secaram, não veem brotar a relva que cresce livre e verde longe da tua cegueira.
Teus ouvidos se fecharam à todo som, qualquer música, nem o bem, nem o mal, pensam em ti, ninguém te escolhe.
Você pisa na terra mas não sente, apenas pisa.
Apenas vaga sobre o planeta, e já nem ouve as teclas do teu piano.
Você está tão mirrado que nem o diabo te ambiciona, não tem alma.
Você é o oco, do oco, do oco, do sem fim do mundo.

O que é teu já tá guardado.
Não sou eu quem vou lhe dar,

Eu posso engolir você, só pra cuspir depois.
Minha fome é matéria que você não alcança.
Desde o leite do peito de minha mãe, até o sem fim dos versos, versos, versos, que brotam do poeta em toda poesia sob a luz da lua que deita na palma da inspiração de Caymmi.
Quando choro, se choro, é regar o capim que alimenta a vida, chorando eu refaço as nascentes que você secou.

Se desejo, o meu desejo faz subir marés de sal e sortilégio.
Eu ando de cara pra o vento na chuva, e quero me molhar.
O terço de Fátima e o cordão de Gandhi, cruzam o meu peito.
Sou como a haste fina, que qualquer brisa verga, nenhuma espada corta.

Não mexe comigo, que eu não ando só
Não mexe comigo!

23 de agosto de 2016

BEDA #23 E ai, sumida?



— E aí, Sumida?

(Pô, boy, não ferra. Não vê o caos que essa pequena palavra me causa? Eu tava indo bem, sabe? Bebendo minha rotina como se ela fosse um sonífero de qualidade ruim, tentando escapar de qualquer jeito das memórias que cutucam meu corpo cansado. Eu tô cansada de tanto pensar em você. Você não faz ideia, boy, mas tomo overdose tua todas as noites, quando deito a cabeça no travesseiro. Não preciso nem dormir, porque você me vem em sonho de olhos abertos, enquanto fico patética encarando o teto do quarto, imaginando qual teto que te cobre...) 
— E aí, tudo bem?

(Ah, morena, mesmo não movendo nenhuma vírgula para te encontrar precisava te encarar e perguntar o porquê que você saiu tão apática daquela festa... Eu esperava que você ao menos gritasse e esperneasse. Queria saber o que você estava sentindo me vendo com outra... Ops, agora é minha namorada..)
— Tudo certo, senti sua falta. 

(Cínico. Cínico, escroto, idiota, imbecil. Tenho tanta raiva tua, que poderia lançar esse celular na parede. Como assim, cara? Vem me chamar de sumida e dizer que sente minha falta? Se sente minha falta, por que não veio me procurar? Ai como eu sou burra!!! Eu deveria estar rindo de você por sentir minha falta, ao invés de ficar feliz por essas mensagens minimalistas que dizem pouco, mas dizem demais. Odeio você. Isso. Exatamente isso que vou te responder. O-d-e-i-o-v-o-c-ê...)
— Senti tua falta também.

(Ah, morena, nós estávamos nos vendo com certa frequência que confesso já estava me sentindo “sufocado”, mas, depois percebi que a sua presença me faz falta... A culpa é sua! Por ser tão 8 ou 80 e “mimadinha”). 
— E aí, saindo muito?

(Queria te dizer que ando saindo demais, mas a verdade é que ando me escondendo do mundo. Sei lá, boy, estava com medo de esbarrar no teu sorriso e quebrar meu coração de novo... Deu um trabalhão danado colar pedaço por pedaço. Agora meu coração pulsa levemente descoordenado. Meio manco, talvez. Então, sendo bem sincera, eu não ando saindo. Nada. Só vou à padaria, comprar um pedaço de sonho, para tentar adoçar do lado de dentro...)
— Sim, muito. E você?

(Mais ou menos. Tenho feito aqueles mesmos "programinhas de casal". No começo foi gostoso... Ela não sorriu pelo fato do meu quarto ser da cor "azul calcinha" e confessou logo depois que não achou graça... Ah, morena, como você me faz falta: seu sorriso meio torto, sua gargalhada escandalosa e sua forma estranha de falar sobre os seus sentimentos).
— Sim, bastante também.

(Good for you. Deve ser bom ter uma namorada parceira, não é? Como fui besta de acreditar que eu e você naquele quarto era suficiente. A gente tinha um céu só nosso e o mundo poderia acabar com a gente ali dentro que, para mim, tudo estaria bem. Fui inocente em crer que éramos suficientes por sermos só. Mas tudo bem. Vida que segue, não é? Mesmo doendo demais aqui dentro — e que eu não transpareça essa dorzinha miúda — quero que você seja feliz. Enormemente feliz. É isso...)
— Foi bom conversar contigo... Mas preciso ir. 

(Te encontrei passando de carro próximo ao meu bairro. Será que você me viu? Foi rápido, mas, percebi que a sua expressão estava apática... Ah, morena, confesso que" sua ausência em mim fez morada..." li isso em algum lugar.)
— Hei, espera... Tens vindo muito para o "Sul da ilha"?

(Devo confessar? Mudei a rota da minha vida, só para tentar esbarrar na tua. Contei não? Sou levemente masoquista e tento me torturar com memórias que o estômago já enjoou de remoer. Vou sempre para o Sul da Ilha, porque tem muito de nós dois perdido naquelas esquinas e seria insanidade demais permitir que a memória te esqueça...)
— Não... Bem pouco. 

(Quero te encontrar! Quero muito te encontrar. Quero você de novo).
— Ok, a gente se encontra por ai...


#plural é um projeto do blog Palavras e silêncio da M° Fernanda Probst

18 de agosto de 2015

Beda #18: Uma carta para daqui 15 dias.


Querida Milla,

Sou eu... tipo, sou você daqui  15 dias
Você pensou em fazer essa carta na primeira semana do BEDA porém, nós duas sabemos que não somos tão boas em pensar no futuro... 
O ano de 2015 anda nos surpreendendo positivamente né?Apresentamos o TCC na faculdade, agora temos somente algumas matérias para finalmente concluir a faculdade de Psicologia. No blog, resolvemos participar do  projeto  Blog Every Day August e tem sido um  projeto instigante desde o inicio... 
Postar todos os dias no Blog não é moleza!  E mesmo  tendo os nossos próprios MARCADORES do Blog "Lado Milla." suamos para programar postagens (eu sei o quanto odiamos isso...) escrevíamos até duas postagens por dia!!! e tendo pouco tempo para divulgação das postagens.
 O B.E.D.A é o amor puro a escrita! São postagens que não precisam de comentários e curtidas como incentivo para escrever.
Nós fomos escrevendo, pensando e espremendo palavras... E saiu aquele texto amor da nossa BFF Colombiana e esse também é o nosso segundo texto do projeto 1001 pessoas. 
A segunda semana, foi somente de TAG's que as amigas da Liga estão cada vez mais nos indicando... E aproveitamos para "socializar" virtualmente e conhecer outros Blogs aumentando assim a minha Blogrroll.
Abrimos a 3° semana recauchutando o template do Blog. Esse foi o primeiro template do blog quando ele ainda se chamava "Um lado meio Milla..." vocês irão notar uma visível melhora nas imagens do Blog*. 
O Bannner! estivemos cricri com o Banner anterior e cavando no Canva.com (rs) montamos um Banner que realmente nos agradou. 
Acabamos de olhar os "Arquivos" do blog, verificamos que a quantidade de postagens de mês ultrapassou as 16 postagens do mês anterior e dos outros meses... E ficamos muito orgulhosas!
No dia 1 de setembro, quero que você releia as 31 postagens do projeto BEDA e responda os comentários de cada postagem e principalmente visite/comente nesses blogs pois, falhamos no quesito de mimar as nossas blogueiras queridas.

No mais, acho que é isso...
Parabéns por ter chegado até aqui e FORÇA sempre!!!
Beijos.
PS1: Contando com essa, faltam 14 postagens. Força na peruca!

16 de outubro de 2014

Carta #2- Mª Eduarda.


Conheço a Mª Eduarda desde o dia que ela nasceu prematuramente no dia 8 de dezembro de 2000 e desde então, cultivo por ela uma admiração ENORME e, um orgulho tamanho do universo! E só por estar contando tudo isso aqui, me sinto uma pessoa muito sortuda. Por ter tido, esse privilégio de poder estar ao seu lado e de ter acompanhado e ainda estar acompanhando passo a passo do seu desenvolvimento.

Se eu fechar os meus olhos, ainda consigo ver a menininha com 3 anos correndo para o meu quarto para pegar o Piu-Piu duas vezes maior que ela e mesmo assim ia arrastando ele pela casa... Agora, essa menininha estará completando 15 anos no mês de dezembro desse ano. Parece que foi ontem… Que te ensinei que coca-cola era o melhor refrigerante HAHAHA

Eu vi essa garotinha falando as primeiras palavras… E inventando muitas delas. Um dia nós estávamos assistindo a novela que a menina tinha síndrome de down:

_ Myla a moça bonita tem “silibibibade”
_ Silibi… O que?

Foi comigo, que ela aprendeu a usar gloss labial (com quatro anos...) nessa época eu comecei a trabalhar e tinha cartão da farmácia que descontava do meu salário. Metade dos descontos do meu salário era com besteirinhas de crianças e os gloss que ela tratava de me lambuzar todo final de semana mas, e eu sempre me diverti muito com a minha“…” ela não deixa falar o apelido fofo dela, enfim…

Foi para você que confidenciei o meu maior sonho. Que é trabalhar com crianças e algum dia ter o meu próprio consultório de psicologia infantil cheio de brinquedos... lembro que, tu ficavas entusiasmada com os meus devaneios, mas, eu estava te ensinando a voar ALTO pequena! E a não ter pressa de crescer...

Hoje em dia, quando vejo você "minha pequena" quase ordeno mentalmente para alguma força divina"Não vai crescer ninguém!" mas, você precisa criar asas, e além disso, você precisa sonhar (como um dia também eu sonhei...) precisa crescer para realizar tudo aquilo que você um dia sonhou e alcançar novos vôos...

Minha "cúzinho" ops! vou apanhar... saiba que, sempre estarei aqui quando precisar de uma cúmplice para cometer loucuras (tatuagem e pirceing só depois dos 18!) brincadeirinha... Pensei em terminar essa carta dizendo o clichê "conta comigo!" mas, quero te segurar em meus braços como eu segurava aquela garotinha bolachuda de anos atrás, e ter a sensação mesmo que, por alguns segundos... de estar te protegendo desse mundão. Mas, ao mesmo tempo quero ver você voando cada vez mais ALTO e chegando cada vez mais longe e realizando os seus sonhos.


© Lado Milla
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